Uma das principais notícias de hoje foi o anúncio da morte da modelo francesa Isabelle Caro, conhecida pelas fotos da campanha contra a anorexia que chocou o mundo em 2007. Fotos de uma Isabelle sem brilho no olhar, com a pele rugosa e baça de onde se notavam todos os ossos do seu corpo. Chocante, sem dúvida, e só apetece virar a cara. Um verdadeiro paradoxo se pensarmos que há tantas pessoas que sofrem por não ter nada para comer e outras que morrem devido à fome não porque não tenham comida mas porque se recusam a comer. Não estou a julgar, sei por experiência que a anorexia é uma doença no verdadeiro sentido do termo, que distorce a realidade e a imagem que uma pessoa tem de si própria até ao extremo. Biologicamente, quando se deixa de ingerir determinados nutrientes, depois quando se volta a ingeri-los o corpo tem mais dificuldade em assimilá-los e em transformá-los na energia útil que o organismo precisa. Há muitas variáveis físicas e psicológicas que tornam a anorexia - e doenças afins, tão difíceis de tratar. Não creio que Isabelle não quisesse comer de facto ou não sentisse fome. Tenho a certeza que ela se martirizava todos os dias por não conseguir pegar num pacote de batatas fritas e comê-lo satisfeita e sem sentido de culpa. E lamento por ela. Espero apenas que a sua vida - e a sua morte - sirvam de exemplo na luta contra estas doenças.
http://www.publico.pt/Sociedade/modelo-francesa-isabelle-caro-morre-de-anorexia-aos-28-anos-e-31-quilos_1472962
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Há sempre dias maus... e dias bons para compensar.
Ontem
Descobri que o meu carro estava "inundado" e que tinha gotas de águas a escorrer pelos vidros... do lado de dentro. Logo de manhã deixei o carro na oficina e pedi a uma amiga para me ir buscar e levar para o trabalho. No momento em que chegámos decorria uma simulação de acidente nuclear e era proibido entrar. Bolas, agora duas horas à espera, sem carro! Aproveitando a boleia fui para uma terra aqui perto com a minha amiga e pensei em aproveitar estas horas para cortar o cabelo, mas recusei-me a pagar os 50 Euros que me pediram. Cheguei ao trabalho ao meio-dia e já não fui ao Tai-Chi. À tarde um seminário aborrecido, ou seja, comecei a trabalhar a sério às 16h30. Já sem paciência, ligo para a oficina onde me dizem que o meu carro ainda está debaixo de água e que não descobriram por onde entrou a água. Bonito! Fui para casa de bicicleta com um frio de rachar e, claro, a passagem de nível estava fechada e tive que esperar mais um tempinho com 2ºC em cima do veículo sem motor e sem aquecimento. Há dias que, mesmo solarengos, não escapam à categoria de "dias em que não devia ter saído de casa".
Hoje
Nascer-do-sol. Dia de "Team building" num agriturismo. Colegas de trabalho e chefes de avental e chapéu de cozinheiro, todos iguais. 20 pessoas juntas de 9 nacionalidades diferentes a trabalhar para o mesmo objectivo. Camaradagem e partilha da faceta mais pessoal. Lições rápidas e eficazes de cozinha e o primeiro prémio ganho (!!). A honra do "Primitivo", o vinho de 15% da Puglia, quase a desaparecer. Comer bem, sem pressa. Carro arranjado. O último lugar do estacionamento à minha espera. Novo corte de cabelo por metade do preço. Castanhas assadas e vinho Brulê com amigos. Há dias assim, em que apetece festejar.
Descobri que o meu carro estava "inundado" e que tinha gotas de águas a escorrer pelos vidros... do lado de dentro. Logo de manhã deixei o carro na oficina e pedi a uma amiga para me ir buscar e levar para o trabalho. No momento em que chegámos decorria uma simulação de acidente nuclear e era proibido entrar. Bolas, agora duas horas à espera, sem carro! Aproveitando a boleia fui para uma terra aqui perto com a minha amiga e pensei em aproveitar estas horas para cortar o cabelo, mas recusei-me a pagar os 50 Euros que me pediram. Cheguei ao trabalho ao meio-dia e já não fui ao Tai-Chi. À tarde um seminário aborrecido, ou seja, comecei a trabalhar a sério às 16h30. Já sem paciência, ligo para a oficina onde me dizem que o meu carro ainda está debaixo de água e que não descobriram por onde entrou a água. Bonito! Fui para casa de bicicleta com um frio de rachar e, claro, a passagem de nível estava fechada e tive que esperar mais um tempinho com 2ºC em cima do veículo sem motor e sem aquecimento. Há dias que, mesmo solarengos, não escapam à categoria de "dias em que não devia ter saído de casa".
Hoje
Nascer-do-sol. Dia de "Team building" num agriturismo. Colegas de trabalho e chefes de avental e chapéu de cozinheiro, todos iguais. 20 pessoas juntas de 9 nacionalidades diferentes a trabalhar para o mesmo objectivo. Camaradagem e partilha da faceta mais pessoal. Lições rápidas e eficazes de cozinha e o primeiro prémio ganho (!!). A honra do "Primitivo", o vinho de 15% da Puglia, quase a desaparecer. Comer bem, sem pressa. Carro arranjado. O último lugar do estacionamento à minha espera. Novo corte de cabelo por metade do preço. Castanhas assadas e vinho Brulê com amigos. Há dias assim, em que apetece festejar.
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