Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pizzo Faiè

Domingo de manhã. Indecisa entre render-me à preguiça do fim-de-semana e a aventura de um passeio todo-o-terreno em Valgrande. O meu corpo, com os restícios da constipação e o cansaço da semana de regresso ao trabalho, dizia-me para ficar em casa e aproveitar o abençoado repouso. A minha mente dizia-me para sair de casa, aproveitar o sol e a montanha e treinar os músculos enfraquecidos pelas férias. Venceu a mente.

O trilho, bordejado de faias e coberto de folhas secas e estaladiças, era fácil e a paisagem lindíssima. Do Pizzo (cume) viam-se os vários lagos das redondezas (Maggiore, Varese, Monate, Orta), as cidades de Laveno, Varese, Domodossola e as torres industriais de Milão, ao longe. A neve brilhava nos cumes mais altos e as folhas esvoaçavam com o vento, digno de uma cena de "American Beauty".




Gosto de montanhas. Da paisagem, dos recortes geológicos naturais, das cores, dos microclimas.  E gosto do espírito que envolve quem trepa uma montanha, da vontade universal de se deitar ao sol com poças de neve ao lado e dos momentos de partilha de chá quente do termo e de chocolate Toblerone. Coisas simples que me encheram o coração.


2 comentários:

  1. vale sempre a pena deixarmos vencer a mente!
    :)
    beijinhos

    ResponderEliminar
  2. Sim, também acho! Beijinhos

    ResponderEliminar