Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

domingo, 26 de outubro de 2008

"My dream" - um verdadeiro espectáculo!


Não tanto pelo guarda-roupa fantástico, pelos cenários, pelo número de pessoas a dançar, pela música vibrante, nem pela cadência certeira dos gestos. A espectacularidade resulta da voz de um cego chinês a cantar José Cid ou uma paraplégica a maravilhar com a "Canção do Mar" num português perfeito. Resulta de uma rapariga surda a dançar como um pavão ao som da música. Resulta dos saltos e sorrisos de um rapaz sem braços, de um arco-íris de invisuais, de borboletas dançantes que ouvem com o coração. Resulta da capacidade de pessoas com deficiência mostrarem que limitados são aqueles que desperdiçam o que têm. E por alguma razão, hoje ando bem mais bem-disposta do que me tenho sentido nos últimos tempos.



India on the moon?

On 22nd October, India sent a satellite (“Chandrayaan 1”) to orbit the moon for the next 2 years. This launch cost 50 million dollares. India is showing to the world its desire and abilities to conquer a place in the universe.

Meanwhile, half the population of India - some 500 million people - are living with less than 55 ruppees a day, which in Euro accounts for about 90 cents in today's conversion rate.

Should we try to conquer outerspace while we can't deal with Earth's own problems?


Mumbai's outskirts, December 2006


Moodbidri, December 2006

Andar de metro… em Tóquio!

Na primeira vez que pus os olhos no mapa do metro de Tóquio, fiquei aturdida com a quantidade de linhas e estações escritas com nomes desconhecidos. Pensei que iria ser um grande desafio andar naquela rede sem me perder. Enganei-me. Os japoneses são tão organizados e eficientes que é quase mais fácil para um estrangeiro andar no gigantesco metro em Tóquio do que nas 4 linhas de Lisboa. Em Tóquio, as estações estão identificadas pela cor da linha, pela primeira letra do nome da linha, pelo número respectivo, com nome em japonês e tradução fonética para inglês. Em cada estação, há um placar que explica qual a carruagem em que devemos entrar para depois sair mais próximo do local que queremos (pena que seja só em japonês). É um nível superior de organização e eficiência a que eu não estou habituada.
As entradas nas carruagens são extremamente ordeiras, a prioridade é para os que saem. Não vi os famosos “empurradores de passageiros profissionais”, talvez porque consegui evitar a maior hora de ponta. Os telemóveis 3G são o brinquedo preferido dos jovens japoneses, que têm estilos muito particulares tanto em roupa como no penteado.

Em Lisboa, as entradas e saídas também funcionam assim, os passageiros que saem passam primeiro, salvo algumas excepções devido a utentes apressados. Há meia dúzia de anos, na primeira vez que me mudei para Lisboa, as entradas e saídas no metro eram bem mais desalinhadas, mas nada que se compare aos comboios em Bombaim. Mas isso é outra história, que deixo para outro post…

Placar que mostra quanto custa a viagem entre as várias estações (eficiência no seu melhor)

A estação mais luminosa e bonita onde estive
Nome da estação actual, da anterior e da seguinte... just in case we get lost
Pontualidade como uma virtude, mesmo no sistema de metro

domingo, 19 de outubro de 2008

Curiosidades japonesas

Sabiam que…



… os japoneses escrevem tradicionalmente de cima para baixo e da direita para a esquerda? Por isso, os livros folheiam-se ao contrário.
… os japoneses conduzem do lado esquerdo, como os ingleses? E que nas escadas rolantes também ultrapassamos pela direita?
… os japoneses são dos maiores consumidores de atum do mundo?
… o sashimi é uma espécie de sushi sem arroz?
… a refeição tradicional é composta por nove pratos diferentes?
… uma parte dos caracteres japoneses derivam do alfabeto chinês (Kanji – caracteres com significado associado) e a outra parte foi criada pelos japoneses (Kana – apenas fonético)?
… os portugueses chegaram ao Japão no século XVI?
… a palavra “arigato” deriva do nosso “obrigado”?
… “O romance do Genji” é um épico japonês do séc. XI que está desde Fevereiro deste ano à venda em Portugal?
… o chá verde (Ocha) bebe-se a todas as horas do dia em todas as ocasiões?
… os estrangeiros são conhecidos no Japão por serem narigudos? (é um facto que os narizes japoneses são bem pequeninos)
… pinheiros mansos são podados para parecerem bonsais gigantes?
… os chapéus-de-chuva são a mais usada protecção contra o sol?
... foi construída uma réplica da Torre Eiffel no centro de Tóquio há 50 anos atrás?
... uma refeição rápida num kappo custa cerca de 6 euros (Tóquio já não é assim tão caro)?
... não se vê, em lado nenhum na grande cidade de Tóquio, lixo no chão?
... em cada esquina há uma máquina para comprar bebidas (incluindo café e chá em pacote ou lata)?
... o almoço pode ser uma caixa "bento"?
... a bicicleta é um meio de transporte muito utilizado (mas não há ciclovias e os peões podem ser atropelados)?

O Japão foi uma bela surpresa :)


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A vida move-se por ventos imprevisíveis...

... já dizia Luís Sepúlveda. E com razão. Há 3 anos atrás, a minha amiga Louise, uma chinesa com fascínio pelo Japão, enviou-me a série dos Friends com legendas em japonês, lembrando-me do pacto que fizemos de um dia lá ir. Quem diria que seria tão rápido? Quem diria que eu aprenderia a dizer "arigato gozaimas" (muito obrigado) tão cedo? Quem diria que os "chopsticks" seriam os meus únicos talheres durante uma semana - e sem nunca precisar de comer à mão? Quem diria que a gigantesca rede de metro de Tóquio seria mais fácil de utilizar do que a minúscula rede de Lisboa? Quem diria que as ruas de Tóquio seriam tão limpas sem se verem caixotes do lixo durante quilómetros? Quem diria que o sushi podia ser tão bom? Quem diria que eu iria gostar de aguardente (de arroz - saké)?

Eu agora posso dizer tudo isto e muito mais...