Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

domingo, 26 de outubro de 2008

"My dream" - um verdadeiro espectáculo!


Não tanto pelo guarda-roupa fantástico, pelos cenários, pelo número de pessoas a dançar, pela música vibrante, nem pela cadência certeira dos gestos. A espectacularidade resulta da voz de um cego chinês a cantar José Cid ou uma paraplégica a maravilhar com a "Canção do Mar" num português perfeito. Resulta de uma rapariga surda a dançar como um pavão ao som da música. Resulta dos saltos e sorrisos de um rapaz sem braços, de um arco-íris de invisuais, de borboletas dançantes que ouvem com o coração. Resulta da capacidade de pessoas com deficiência mostrarem que limitados são aqueles que desperdiçam o que têm. E por alguma razão, hoje ando bem mais bem-disposta do que me tenho sentido nos últimos tempos.



2 comentários:

  1. Ao ler o que escreveste, lembrei-me de um poema de Joaquim Pessoa:

    Decerto sabes. De certos sábios
    se aprende mais, a não falar.
    É tolo escrever versos com os lábios
    quando se pode, apenas, respirar.

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  2. Desculpa, Índia. Com o sono, transcrevi mal. Assim é que está correcto:

    Decerto sabes. De certos sábios
    se aprende mais, talvez, a não falar.
    É tolo escrever versos com os lábios
    quando se pode, apenas, respirar.

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