Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Hoje sinto-me assim

http://www.youtube.com/watch?v=zG16eqK9LL0

Mas depois de um dia intenso de trabalho e uns movimentos de Tai-Chi ao pôr-do-sol junto ao lago, consigo mandar estes feelings dar uma volta para outro lado.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Às vezes vem às 6,

outras vezes vem às 6h30 e outras ainda perto das 7h. Não há horário certo para os comboios que passam por Ispra carregando mercadorias para e da Suíça. Muitas das pessoas que trabalham no JRC, como eu, precisam de passar pela linha de comboio para ir para casa. De vez em quando somos obrigados a esperar quase meia-hora porque o guarda da estação decide fechar a cancela 20 minutos antes do comboio vir (sabe-se lá porquê). Hoje foi um desses dias. Uma fila interminável de carros esperava pela cancela aberta e nós ciclistas, à chapa do sol, aglomerámo-nos mesmo em frente aos carris prontos a escapar logo que possível. Alguns perderam a paciência e passaram com a cancela fechada. Quando esta abriu, quase meia-hora e algumas asneiras depois, um enxame de veículos de duas rodas passou velozmente, tal a impaciência que nos atingia. Eu acho que o guarda gosta de se rir às gargalhadas com a nossa figura, especados em frente à cancela; é um teste à nossa paciência ou simplesmente para nos aborrecer, a nós estrangeiros coloridos que ocupamos grande parte da sua vila. Haja paciência, porque justificação para tanta demora não consigo encontrar.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nos últimos dias

cada dia tem sido bom. Momentos de família; abraços apertados de amigos que não via há muito tempo. Boa música portuguesa, cantando Linhas cruzadas dos Virgem Suta, participando no Movimento Perpétuo Associativo dos Deolinda, descobrindo As vidas dos outros dos Anaquim e recordando o Mais vale nunca dos GNR. O pão com chouriço da meia-noite. Pessoas da terra, juntas debaixo de chuva. Momentos de família, almoços prolongados, brincadeiras com o cão e os gatos. Tem sido bom, apesar de não ter sido planeado assim. Quando a vida nos muda os planos ao improviso mais vale apreciar o que restou. Mais tarde se pensará nas razões destas mudanças e na utilidade da experiência.

http://www.youtube.com/watch?v=rz7Giz9clMM

http://www.youtube.com/watch?v=K9K86B4v3g8

http://www.youtube.com/watch?v=616Seui29G0&ob=av2n

http://www.youtube.com/watch?v=oPqVhpQ0U5k&feature=related

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Detesto ver a desilusão

nos olhos de quem amo. Ver o brilho nos olhos apagar-se por algo que me envolve mas que eu não pude evitar. Detesto que tomem decisões (também) sobre mim sem mim, como se eu fosse um fantoche às mãos do destino e da vontade de outros. Detesto que me ignorem por não terem coragem de assumir as suas escolhas ou para se sentirem melhor consigo mesmos evitando pensar no assunto. Detesto a cobardia e a falta de sensibilidade para lidar com os sentimentos de outros que partilharam pedaços da sua vida. Detesto tudo isto em dobro quando foi provocado por alguém em quem eu confiava plenamente. E detesto-me um bocadinho a mim própria por não me ter apercebido a tempo.
Felizmente o universo, mesmo nas situações detestáveis, arranja maneira de nos acalmar. Neste caso com um atraso inesperado de um voo para África que me permitiu passar uns dias bons, apesar da tempestade da minha vida, daqueles dias onde a amizade sincera nos afasta os tormentos da alma com gargalhadas improvisadas (imaginando cenários em que o causador da tormenta sofre as mais hilariantes desventuras) e nos enche de esperança que o sol brilhe um bocadinho mais no dia seguinte. Obrigada D., por estes momentos de salvação.