Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

“A causa dos terramotos são as mulheres…”

Eu sei que nós, mulheres, causamos algum desacato, mas daí a causar terramotos vai uma grande diferença! Mas é isso que um importante clérigo iraniano anda a espalhar por aí… que as mulheres indecorosas e promíscuas são as responsáveis pela ocorrência de terramotos no Irão.


http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/8631775.stm

Quando se fala de indecorosa significa que o véu não cobre completamente a cabeça e para ser considerada promíscua basta trocar um olhar com um homem que não é da família. São estas as ideias que proliferam naquele país controlado por homens que usam a religião para manter o poder, um país com cientistas e técnicos de topo que fazem pesquisa nuclear avançada mas que esquecem os factos científicos quando querem manter a sua ordem masculina. Preferia que isto que escrevo fosse uma piada mas infelizmente não é. Tive a sorte de nascer num país onde as mulheres são tratadas com o respeito que merecem enquanto ser humanos, mas penso em todas aquelas mulheres que vivem no Irão e outros países semelhantes e revolto-me… revolto-me contra a genética por ter dado aos homens mais força física que lhes permite subjugar os naturalmente mais fracos e contra todas as pessoas que se aproveitam das suas capacidades físicas e do seu poder cultural enraizado desde há séculos para abusar dos outros. Revolto-me porque posso fazer muito pouco para ajudar aquelas mulheres.

No meio da minha pesquisa noticiosa descubro mais uma notícia sobre o Irão: uma mulher condenada a ser apedrejada até à morte por ter sido considerada adultera. Condenar à morte por adultério já é muito mau, mas é ainda pior quando penso na possível definição de adultério usada pelos tribunais para a condenar. Revolto-me.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/world/middle_east/10545062.stm

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