Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

terça-feira, 7 de abril de 2009

O ritmo de “La Scala”

Noite de Ópera. Saímos do JRC às 17h30 para chegarmos a Milão às19h, esganados de fome depois de um dia intenso de trabalho. Para satisfazer o estômago evitando chegarmos atrasados ao espectáculo, fomos a um snack-bar perfeitamente desajustado ao nosso serão e à nossa vestimenta de traje a rigor: o McDonald’s da Galleria Vittorio Emmanuele. Quando se tem fome e pressa o ambiente pouco interessa, e o que é certo é que soube a pouco!
O Teatro visto do exterior não impressiona… a vista do Teatro D. Maria II em Lisboa é mais imponente. Mas por dentro é outra história: o anfiteatro, relativamente pequeno, está rodeado de balcões tons de vermelho vivo e dourado, divididos em 6 andares, como se estivessemos num navio. Magnífico! Parece mesmo a Ópera dos filmes… aqui ficam as poucas fotos que consegui tirar antes do segurança me apanhar…

A Ópera a que fui assistir chamava-se “Alcina”, do compositor alemão Hendel. 3 horas e meia de um drama/comédia grega em versão moderna, com música ritmada e forte cantada em italiano. Segundo o meu vizinho austríaco, oriundo de uma cidade onde se pode ver uma Ópera por 5 euros (sem lugares sentados, contudo, mas mesmo assim uma verdadeira Ópera), esta peça a que assistimos era do estilo clássico, que se distingue do barroco por repetir várias vezes as letras das canções. Uma história com mitologia à mistura e na qual eu não esperava ver participantes nus… mas lá estavam eles, no palco, a fingirem-se de homens transformados em animais pela feiticeira “Alcina”, perdidamente apaixonada por Ruggiero, um cavaleiro heróico noivo de Bradamante mas que não se lembra disso por ter sido enfeitiçado por Alcina. Bradamante, a noiva, disfarça-se de homem e segue Ruggiero até à ilha de Alcina para o libertar do feitiço e acaba por atrair a atenção de Morgana, irmã de Alcina e a melhor personagem da história (a mais divertida e com a voz mais melodiosa, na minha opinião). Vale a pena experimentar uma Ópera, e se cantada em italiano, uma língua bem mais leve e mais perceptível que a alemã, ainda melhor.




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