Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

“Sou portuguesa, trabalho no Luxemburgo e vivo na Alemanha”

Foi assim que a D. Telma se apresentou quando nos conhecemos por acaso no hotel onde fiquei alojada na cidade do Luxemburgo. Numa situação um bocadinho embaraçosa por me aperceber que os meus 5 anos de francês de escola não me servem para grande coisa quando tenho que perceber e falar em francês a sério. O senhor da recepção perguntou-me qualquer coisa que eu não percebi e a D. Telma, apercebendo-se da situação, perguntou-me, em português, se eu era portuguesa… “Sim!” respondi eu aliviada. “Eu percebi logo pelo seu nome na lista”, disse ela. Abençoados os 2 apelidos tipicamente portugueses que o meu passaporte mostra descaradamente! Um pouco de conversa e descobri que a D. Telma vive no outro lado da fronteira, porque “é mais bonito do que aqui”, segundo ela, e comuta diariamente para este país onde 45% da população é estrangeira. Na cidade do Luxemburgo, 2/3 da população vem de outra parte do mundo, muitos de Portugal. Um verdadeiro “melting pot” cultural que se esvanece nos edifícios modernos que povoam a cidade. Acabei também por descobrir que o senhor da recepção era, afinal, italiano… Ora, podiam ter dito logo, porque enquanto o meu francês está de férias (prolongadas), o meu italiano está bem activo! E foi em italiano que continuei a falar com o recepcionista. Que bom poder comunicar sem me engasgar em cada palavra!


2 comentários:

  1. Sim, em alemão, holandês, finlandês... e eu ainda a queixar-me do francês!

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