Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

domingo, 3 de outubro de 2010

Paciência de viajante...


O meu ultimo dia em Portugal desta curta visita foi um rodopio. Não por falta de organização minha mas por más-vontades e acasos alheios. E o facto de não ser culpa minha ainda me chateia mais. Ora, a minha primeira aventura começou com a compra do bilhete de expresso pela internet, supostamente fácil e rápida, que me permitiria evitar a deslocação ao café onde se compra o bilhete. Puro engano. O email de confirmação da compra – ou seja, o bilhete - nunca chegou à minha caixa de correio e o serviço de clientes a quem contactei por telefone a pedir contas disse-me para me dirigir ao agente na Batalha e apresentar a referência que o bilhete ser-me-ia entregue. Outro engano. A senhora do café recusou-se peremptoriamente a dar-me o bilhete porque nunca tinha feito e… não podia ser. “Mas Ò Dona P., se quiser ligue para a rodoviária a perguntar como funciona, eles dizem-lhe como é”. “Ah, não vou gastar dinheiro numa chamada telefónica para a rodoviária…” (!!) Bem, eu entretanto a ver o tempo a passar até me ofereci para pagar o raio da chamada, mas mesmo assim recusou-se a resolver o problema e eu tive que pagar um segundo bilhete para poder embarcar no autocarro. Com o aviso dado: a reclamação iria ser feita em Lisboa logo que chegasse e o agente da Batalha indicado como tendo recusado prestar um serviço.
Mas no meio das confusões e da má-vontade, encontra-se boa gente com vontade de ajudar. Logo a seguir o motorista do expresso, ouvindo as minhas questões sobre o assunto, telefonou aos serviços a descrever a minha situação e a perguntar onde eu me devia dirigir para reclamar o dinheiro do bilhete. Por iniciativa própria. E com um sorriso meu de resposta. A reclamação foi feita e recebi um bilhete sem data entre Lisboa e Batalha para usar quando quisesse. Apesar de tudo correu bem, não fosse o tempo perdido e a consciência que a má-vontade causa muitos obstáculos desnecessários…
Já em Lisboa, e à boa maneira da Sandra pelintra, apanho o autocarro desde a Tapada da Ajuda até à Baixa, onde esperava apanhar o metro da linha azul para chegar a Sete Rios. Para poupar 3 euros (a diferença em relação ao táxi) fui todo o caminho em pé, num autocarro cheio de gente e com um calor insuportável, parando em todas as paragens existentes, para chegar à estação de metro e descobrir que a linha azul estava interrompida. Bolas! Tive que gastar o mesmo dinheiro num táxi desde a Baixa, mais o dinheiro que paguei no autocarro… mas felizmente encontrei um taxista simpático que conhecia a Batalha e a Nazaré e que me foi entretendo pelo caminho. Depois destas correrias todas, cheguei ao aeroporto quase sem fôlego para ficar a saber que o avião estava atrasado. Uff… paciência de viajante tem limites!

2 comentários:

  1. É por estas e por outras que às vezes prefiro ser um pouco menos pelintra :) E pelo menos o taxista era simpático. Se fosse carrancudo, seria o continuar da história até ao aerpoporto.

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  2. Sim, eu também começo a ser menos pelintra, depois destas aventuras todas :)

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