Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Dez anos depois

voltei a Utrecht. Cidade holandesa onde vivi enquanto estudante de Erasmus. Agora com mais edifícios e residências, de muitas cores. Com mais estradas, mais cafés. Com as dezenas de bicicletas estacionadas junto aos postes de luz, como antes. Com canais de água acastanhada e esplanadas nas suas margens. E surpreendentemente com muito sol. Com as mesmas panquecas deliciosas na mesma casa no meio da floresta onde costumava ir. Com amigas portuguesas com quem as conversas fluem até ao nascer-do-sol, acompanhadas de chá e stroopwafels quentinhas.
Regressei a Utrecht, sem nostalgia. Há dez anos atrás viver em Utrecht como estudante fez muito sentido. Tenho muito boas recordações daquele tempo e a certeza de que foi lá que a fase de nomadismo que tanto me fez crescer e me levou a conhecer uma parte do mundo começou. Mas não tenho saudades. Cada coisa no seu tempo. A vida que tenho agora é diferente mas faz mais sentido para a pessoa que hoje sou. Deve ser isso que significa seguir em frente, largar a vida de antes para aceitar a de agora mantendo da vida anterior aquilo que me ajuda a aproveitar a vida que vem a seguir. E de vez em quando voltar aos locais da década anterior, só para espreitar.

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