Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Hoje não me apetece

nada estar sozinha. Tenho saudades de Portugal, dos meus irmãos e da minha irmã, da voz do meu pai, das conversas animadas da minha mãe, das gatinhas, do Rex. Tenho saudades de um almoço em família em casa da minha avó, do cheiro a cozido à portuguesa, das gargalhadas espontâneas à mesa quando o meu irmão diz uma piada. Do meu quarto atulhado de coisas e das prateleiras cheias de livros da biblioteca. Tenho saudades do movimento e da alegria de uma casa cheia de gente, onde a privacidade é difícil de encontrar mas nenhum de nós se importa. Queria ter a minha família por perto, assim bem pertinho. E poder aninhar-me no sofá a dormitar ao som das vozes tão diferentes que me rodeiam, sabendo que quando abrisse os olhos eles estariam logo ali, provavelmente a rir-se da minha figura e a pensar como me poderiam roubar o lugar no sofá.

Hoje não me apetece mesmo nada estar sozinha.

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