Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

domingo, 10 de agosto de 2008

"E se um nativo de Salamonde te oferecer uma rosa?" E outras aventuras no Gerês

O Gerês é conhecido pelas cascatas, pelas barragens, pelos lobos, pela vegetação frondosa e por ser a única área protegida com estatuto de Parque Nacional no país. Após um fim-de-semana com os bolseiros (e companhia) do CEG UL, o Gerês passou também a ser:

a aldeia de Zebral e as aldeias nas rechãs;
os saltitões Kiko e Spot e as histórias do avô ao Domingo de manhã;
as águas reluzentes e os retalhos verdes nas montanhas;

a libelinha azul, os garranos, as vacas Barrosã e o lagarto fotogénico da Pedra Bela;




o pó dos caminhos de terra batida, o pedregulho no meio da estrada e a tentativa frustrada de o remover;



a cama macia das raparigas e o chão do sótão (e o ressonar) dos rapazes;
as canoas na Caniçada e as aventuras nas bóias;
as salsichas picantes, o almoço-pizza das 16h, o bolo de chocolate, o gelado de Oreo e a deliciosa lasanha sem carne;



as guitarradas nocturnas, o som aborígene do didgeridoo e a sala transformada em discoteca;



as lições de salsa, merengue e funaná ao ritmo da paixão da Cris;
a caipirinha antes de jantar e as minis até o sol nascer;
a Ana Malhoa que não vimos, o baile roqueiro, a “ave depenada” no meio do palco e a “Sóninha” do Mértola;

uma rosa oferecida por um nativo de Salamonde;

a água gelada a cair sobre os ombros e o almoço à beira-rio;
a vista do topo das antenas e o espreguiçar no tejadilho;
o jogo do gratinado, a fila para o duche e os atrasos sem discórdias;
o cheiro a menta e as plantas invasoras;

os sorrisos, a camaradagem, a descoberta dos outros e a liberdade de sermos nós.

Obrigada a todos!







3 comentários:

  1. Sandra, faço das tuas palavras as minhas, especialmente as das últimas linhas.

    Para mim, o Gerês passou a ser também o Carlos, o Marco, o André, a Aldina, a Cris, o Estevão, o Mértola, a Teresa, a Sandra, o César, o Rui, o Jorge e o Paulo (ordem das fotos do anterior post). Quando lá voltar, vou repetir certamente os vossos nomes e as nossas aventuras nos sítios onde passar e com quem estiver.
    Passou a ser também o Colin McFreitas, as queixas do Mértola sobre as curvas sem fim e a humidade e a prova de perícia do Rocha pelas estreitas ruas secundárias que ligavam a Malhoa ao Zebral.
    Ficar-me-ão também na alembradura as águas terapeutias....não sei bem porquê, mas qualquer ressaca ou dor no corpo deixam de incomodar depois duns mergulhos nas lagoas e umas massagens de cascata..
    Passou a ser também um sítio a reviver convosco. Não se escapam a uma próxima visita ao Gerês!! Quer o Carlos concorde ou não.. se bem conheço, não se recusará.

    A destacar do texto: o convívio noite dentro, a bela da caipirinha e a espetacular lasanha :P
    Uma correcção: não é o ressonar dos rapazes...são os homens do campo do Gerês que ligam os seus tractores muito cedo, logo pelas 5 da manhã, precisamente à hora em que alguns de nós se deitavam, criando alguma confusão entre ressonar e motores a trabalhar.. o Mértola é quem pode realmente confirmar..
    Gostei muito pessoal, um grande abraço a todos!
    Bruno

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  2. Belíssimo!! Nem mais... uma descrição destas só poderia ser de uma geógrafa...
    Obviamente que temos de repetir... quem sabe... até me podia oferecer para organizar uma expedição CEG em Ponte de Lima!? Não tem tantas cascatas como no Gerês, nem a altitude passa dos 900m (coisa menos coisa) e nem há as famosas boias aos tombos que o Mértola e C.ª queriam repetir. De resto, não ficará atrás... ele há rio,lagoas, btt, canoas, serra,guarranos, festarolas, limianas e limianos, boa pinga do verde, jardins, solares, futebolada... ah e o meu Red Bull que é mais parecido com o Spot, pois aproveita todas as oportunidades para dar uma escapadela nas cadelas dos vizinhos...
    Logo se verá... pois a casa dos meus pais irá entrar em obras de remodelação..., mas com alguma sorte, até poderíamos ter uma casa minhota (mas não muito antiga, de meados do século passado) recuperada a estrear só para nós... tudo depende da burocracia e... obviamente da disponibilidade monetária...
    Mas mesmo que seja em casa de meus pais não há que preocupar, pois eles são do estilo do avô do Carlos... simples e hospitaleiros... e habituados a ter "gangs" por casa...
    O que seria diferente é que ao grupo se juntariam muito provavelmente a matilha dos meus amigos... o que juntando ao pessoal das minis, daria um grave problema ambiental nos dias seguintes, pois o vidrão não chegaria para arrumar tanta garrafa... Para além disso haveria bares aos quais poderíamos ir e encher numa das noites...
    Mas, é como disse... logo se verá!? Esta é apenas uma proposta que coloco em cima da mesa...
    E, como alguém disse, "abraços a quem é de abraços, beijinhos a quem é de beijinhos" e boas férias...
    Estevão

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  3. Quem é o Mértola?!?

    PEDRO, PEDRO PALMA ;)

    Eu cá gostei. Mas tenho algumas coisas a lamentar.

    A primeira delas é o facto de entre nós se encontrar um ladrão ou ladra.
    Afinal quem é que roubou a carne da lasenha?!hein!!

    Depois tenho que confessar que vim de lá muito triste, a soninha não me ligou no dia seguinte...(mas eu tb n lhe dei o número!!)

    Gostei especialmente de ver o esforço inglório de alguns artistas que desafiaram o meu team da bola. Passarinhos....

    Enfim...Agora n tenho tempo pa escrever mais. Há trabalho pa fazer :)

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