Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Peixe? Nunca mais…

Estou a ler um livro muito interessante. Chama-se “O Homem, a Orquídea e o Polvo” e narra a vida e as ideias de Jacques Cousteau, um explorador cujos documentários acompanharam a minha juventude. Numa das passagens do livro, sobre a pesca a nível mundial e o saque aos recursos do mar, revi a minha cara de espanto de há 5 anos atrás, quando estava de férias na Indonésia com alguns amigos, incluindo nativos, e onde me apercebi de (mais) uma realidade dolorosa.
No livro fala-se em estatísticas: “O peixe garante mais de 50% das proteínas animais dos povos do Chade, da Costa do Marfim, da Jamaica, da República da Coreia, da Malásia, do Mali, do Senegal e do Uganda; no Congo, no Vietname e na Indonésia as pessoas estão dependentes do peixe para obter, pelo menos, 60% do seu consumo de proteínas de origem animal (…) o peixe garante-lhes uma percentagem muito grande de proteína não porque tenham à sua disposição muito peixe para comerem, mas porque não têm mais nada para comer.”
Na viagem que fizemos pelas ilhas indonésias nós, europeus, queríamos experimentar todas as iguarias e os sabores exóticos que as acompanham. Um dos nossos amigos indonésios comia diferente cada vez que a refeição incluía peixe. Perguntámos-lhe se ele não gostava de peixe, de qualquer um, e ele respondeu que não comia peixe porque peixe era a única coisa que o pai lhes podia dar para comer, a ele e à restante família, quando eram pobres. Foi uma infância e uma adolescência a comer (só) peixe. Ele não conseguia comer mais peixe, agora que tinha a possibilidade de comer outras coisas. A minha cara de espanto formou-se nesta altura, quando me apercebi de uma das injustiças do mundo - o não poder escolher o que comer - e do quão privilegiada eu sempre fui.

5 comentários:

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