Uma direcção. As horas a passar. O nascer-do-sol. Uma árvore frondosa. Um sorriso espontâneo. Uma janela aberta para ver o mundo girar.
Não só ver. Participar. Contribuir. Girar com ele. Porque o mundo não pára e a vida também não.

A direction. The sunrise over the ocean. A leafy tree. A spontaneous smile. An open window to see the world turning. Not just see.
To participate. To contribute. To turn in the same direction. Because the world keeps turning and so does life.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

4 de Fevereiro de 2009

Nos últimos dois dias tem estado sol e o frio aguenta-se bem. Já não tomo a direcção errada quando caminho em direcção ao JRC, mas ainda me confundo dentro do centro. Demoro menos de 10 minutos desde a minha casa até à entrada do centro, mas mais de 10 minutos desde a entrada do centro até ao meu edifício, situado mais ou menos a meio do complexo. Não muito longe, avisto o cume das montanhas dos Alpes cobertas de neve, enquanto caminho por entre os espaços arborizados que abundam por aqui.
À entrada do meu gabinete está o meu nome escrito. Aqui não sou Sandra Oliveira mas Sandra Santos de Oliveira. O apelido proveniente da minha mãe ganha força. Só me importo pelo tempo que demoro a fazer uma “firma” – o que os italianos chamam à assinatura. No banco onde abri conta, e que existe dentro deste centro internacional mas onde os funcionários não falam inglês (felizmente o italiano é parecido com o português e lá fui entendendo o que me pediam), à primeira olhada ao meu nome souberam logo que era ibérica. Eu gosto de ter um apelido de cada um dos meus progenitores, apesar da confusão que causa no resto do mundo.
O meu conhecimento de italiano é, obviamente, muito escasso – por enquanto (o curso começa entretanto). Quando eles falam “piano piano” (devagarinho) consigo perceber quase tudo, mas quando aparecem palavras escritas demasiado diferentes ou, sendo iguais, têm outro significado, o resultado é para rir :) o meu almoço foi uma “minestra” (sopa) supostamente de “fava” mas com aspecto de grão de bico (até tinha bom aspecto), com uma pequena surpresa: pedaços de queijo bolorento gorgonzolla a flutuar. E esta, hein?

Depois do trabalho, que começa a ser intenso (tenho que provar que mereço estar aqui), fui com uns colegas ao centro da vila para o aperitivo: cerveja ou vinho e uns petiscos: “carote” (cenouras cruas) que se mergulham em maionese, pistáchios, “tarati” (bolos secos), “patatine” (batatas fritas)… um belo início de noite antes do regresso a casa, hoje uma casa quentinha depois de uma noite anterior sem água quente e sem aquecimento… pequenos percalços que foram resolvidos hoje de manhã, graças à eficiência dos funcionários relativamente aos pedidos dos estrangeiros. Nalgumas situações, é bom ser "d'estrero".

2 comentários:

  1. Agora sim , já sei por onde anda a minha afilhada.Animo e força que depois da neve vem o sol bjos

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  2. Muitas felicidades, Sandrita.

    Bjs gdes

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